Cinquenta dias após a cirurgia, Diogo fala sobre a recuperação

Cinquenta dias após passar por uma cirurgia no ligamento cruzado anterior, Diogo Hubner fez um balanço de sua recuperação até aqui. Um processo que leva de seis a oito meses e requer uma boa dose de força de vontade do atleta, algo que certamente não falta a Diogo, haja vista as operações anteriores pelas quais passou, superou todas e chegou aos Jogos Olímpicos, ajudando a Seleção a conquistar uma vitória histórica contra a Alemanha. Abaixo, ele fala sobre a recuperação, veja:

Ao final dos 50 primeiros dias, como anda a recuperação?
Foram fantásticos. Logo nos primeiros dias de pós-cirurgia, quase não tive dor. O inchaço no joelho foi pequeno e, conversando com o médico, ele disse que o enxerto que foi feito para a reconstrução do ligamento cruzado anterior ficou muito bom, nem parecia um enxerto, parecia o próprio ligamento. Me sinto bem, estou evoluindo rápido, mas preciso ter paciência. Tem todo o tempo de maturação, que leva em média seis meses.

Você está se sentindo mais confortável para andar?
Já caminho sem incômodo, iniciei também o trabalho de bicicleta ergométrica e fazendo alguns treinos aeróbios nela. Já voltei a caminhar normalmente há alguns dias.

Tem acompanhado os trabalhos com bola do time?
Acompanho sempre. Estamos fazendo uma pré-temporada bem pesada e forte. Estou sempre junto do grupo.

Agora quais são os próximos passos?
Ganho de força, tônus muscular e amplitude do movimento. Agora estou quase com o movimento total na flexão do joelho. E evoluindo aos poucos, fazendo trabalho de propriocepção, de ganho de resistência muscular, para poder voltar o quanto antes.

Quais profissionais estão te acompanhando?
O fisioterapeuta Bruno Diniz, o preparador físico Claudio Machado, que estão me ajudando muito com toda a infra-estrutura que o Esporte Clube Pinheiros oferece. Isso me deixa muito tranquilo para uma recuperação bem feita. Já estou liberado para fazer trabalho de musculação e estou treinando pesado na academia com os membros superiores e aos poucos fazendo trabalho de inferiores.

O fato de já ter passado por esse tipo de cirurgia te ajuda?
Passei sim, mas isso já faz onze anos. Além disso, houve algumas outras nesse período. Foram três no ombro. Passei por momentos difíceis que a gente prefere esquecer. Sei que leva tempo e exige tranquilidade. Tenho que cuidar do joelho, da articulação e principalmente da cabeça. Saber que tem um momento certo para cada passo. Cada evolução deve ser comemorada. Mas tenho que saber que preciso respeitar esse tempo.

No meio desses 50 dias, você ainda teve que mudar de casa. Como foi?
Não foi fácil, tive que me virar e desdobrar, mudar a rotina. Mas no final, foi tranquilo.

Como tem sido o apoio dos fãs?
Imenso. Recebi muito apoio da galera que acompanha Handebol, de jogadores de outras equipes, da minha equipe e que jogam fora do país. Muitos mandaram mensagens desejando melhoras, torcendo para que eu volte o quanto antes, e fico muito agradecido com tudo. Ás vezes, na correria dos dias, a gente não sabe quem torce pela gente, quem gosta do trabalho e acompanha e é muito legal quando recebemos esse apoio. Até hoje comentam nas minhas postagens, e só tenho a agradecer muito por toda essa energia positiva.

Acompanhe aqui a trajetória de Diogo rumo ao retorno às quadras! Mande sua mensagem de apoio pelo WhatsApp (11) 99382-5737.

[Foto: Tchê Esportes]